Privacidade dos filhos. Qual é a receita?

Privacidade dos filhos. Qual é a receita?

Muito comum pais, mães e avós me perguntarem sobre privacidade. Como lidar com tal perspectiva num século cheio de invasões dela mesma, a tal da privacidade? Como tratar o filho ao longo do tempo, nos setênios (sete em sete anos) que se seguem? Como protegê-los do ambiente “in”seguro da web? Como lidar com as diferenças culturais presentes no cotidiano deles em comparação ao que os pais e avós vivenciaram? Como? Muitas são as indagações.

Ao longo de minha coluna aqui na comunidade Pai Tem Que Fazer de Tudo, vou tentar auxiliar com algumas considerações de um profissional de segurança pública que lidou com tal situação ao longo de majestosos 20 anos de profissão. Na labuta, pude, inclusive, ver jovens perdidos no mundo das drogas. Os pais? Mais perdidos ainda. Então a pergunta que não quer calar…e sei que vocês estão se fazendo… Qual a receita mágica??

Infelizmente, a resposta não é tão simples assim, mas, existem algumas soluções muito interessantes para que haja um considerável efeito imunizante ao caos narrado. Uma delas  chama-se ACOMPANHAMENTO.

Um grande problema é o excesso de liberdade em momentos que tal condição não se combina com a prudência necessária ao processo de educação.

Vejo muitos pais que batem no peito e bradam que seus filhos são seus amigos e que respeitam a liberdade deles, incluindo privacidade nos quartos, mochilas e etc.

O problema está na raiz. Não adianta querer começar tal tratativa apenas na adolescência. Temos que acompanhar tudo, desde a infância. E mais, valorizar cada momento e dimensionar tudo de forma relativa à idade. Exemplo: Um menino de seis anos que quebra um brinquedo e chora deve ser respeitado. O brinquedo para ele é como um carro para um adulto. Logo, quando o pai diz “Pare de chorar…é apenas um brinquedo!” está totalmente equivocado. O menino, com tal tratamento, desvalorizará as coisas da vida e se distanciará do pai. Por que? Porque o brinquedo para ele tinha um significado.

O dimensionamento correto, seguido pelo acompanhamento, poderá fazer com que o respeito seja sempre uma bandeira importante. Logo, participar de todos os eventos do filho, torna-se missão número um. Aquelas olimpíadas da escola, as feiras de ciências e outros eventos congêneres devem ter a participação dos pais ou responsáveis. Se um não puder ir (e não vale desculpa. Seu tesouro em primeiro lugar) o outro tem que comparecer. Isso fará toda diferença.

Tais medidas básicas atuarão como forte antídoto para problemas como a dependência química, por exemplo.

O segredo revelado: Participar.

Na sequência da coluna, trabalharemos outras questões.

Até breve.

 

Crédito da imagem: A Gazeta

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Flávio Santiago
Pai, membro da academia de letras João Guimarães Rosa, possui mais de 200 produções entre artigos, crônicas e poesias, Major da PM e Coach. Autor dos livros “Comunidades Blindadas” e “A sombra por trás da onda”. Saiba mais: https://goo.gl/2jhL2q
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